quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Kiss retorna a Brasília para tour de despedida em 2020 - confira valores dos ingressos



A veterana banda KISS anuncia aos seus fãs uma tour intitulada The End of the Road. A mesma marcará a despedida do supergrupo nos palcos, e para fechar em grande estilo, eles farão uma extensa turnê pelo globo terrestre. O Brasil fará parte dessa rota de shows recebendo seis datas – inclusive Brasília. A capital federal receberá os americanos no dia 21/05/2020.

As demais cidades contempladas com a passagem da banda são: Porto Alegre (12)Curitiba (14)São Paulo (16)Ribeirão Preto (17)Uberlândia (19). Os ingressos custarão de R$ 125,00 a R$ 1,220,00 (veja tabela completa ao final dessa matéria).

Não será a primeira apresentação de uma das maiores bandas de rock. Já que no ano de 2015 os americanos fizeram uma apresentação para fã nenhum colocar defeito. Na ocasião comemorava o seu 40º ano de existência.

SERVIÇOS:
KISS em Brasília
Data: 21 de maio de 2020, Quinta-feira
Local: Ginásio Nilson Nelson (SRPN - Brasília, DF)
Abertura dos portões: 18h
Horário do Show: 21h
Pré Venda Fã Clube: 20/11/2019 - às 20h
Venda Online Público Geral: 21/11/2019 - às 20h
Venda PDV's: 22/11/2019 - às 10h

Valores dos ingressos:
Pista Premium
1º Lote - Meia-entrada: R$ 460,00 l Ingresso Solidário: R$ 552,00 l Inteira: R$ 920,00
2º Lote - Meia-entrada: R$ 510,00 l Ingresso Solidário: R$ 612,00 l Inteira: R$ 1.020,00
3º Lote - Meia-entrada: R$ 560,00 l Ingresso Solidário: R$ 672,00 l Inteira: R$ 1.120,00
4º Lote - Meia-entrada: R$ 610,00 l Ingresso Solidário: R$ 732,00 l Inteira: R$ 1.220,00

Cadeira Inferior
1º Lote - Meia-entrada: R$ 320,00 l Ingresso Solidário: R$ 384,00 l Inteira: R$ 640,00
2º Lote - Meia-entrada: R$ 360,00 l Ingresso Solidário: R$ 432,00 l Inteira: R$ 720,00
3º Lote - Meia-entrada: R$ 400,00 l Ingresso Solidário: R$ 480,00 l Inteira: R$ 800,00

Camarote
1º Lote - Meia-entrada: R$ 420,00 l Ingresso Solidário: R$ 504,00 l Inteira: R$ 840,00
2º Lote - Meia-entrada: R$ 460,00 l Ingresso Solidário: R$ 552,00 l Inteira: R$ 920,00

Cadeira Superior
1º Lote - Meia-entrada: R$ 190,00 l Ingresso Solidário: R$ 228,00 l Inteira: R$ 380,00
2º Lote - Meia-entrada: R$ 220,00 l Ingresso Solidário: R$ 264,00 l Inteira: R$ 440,00
3º Lote - Meia-entrada: R$ 260,00 l Ingresso Solidário: R$ 312,00 l Inteira: R$ 520,00
4º Lote - Meia-entrada: R$ 290,00 l Ingresso Solidário: R$ 348,00 l Inteira: R$ 580,00



terça-feira, 29 de outubro de 2019

A Vida Invisível - uma história que nossas avós e mães vivenciaram na própria pele



8 de março, o dia Internacional da Mulher - já faz algum tempo que a consciência me diz que esta data não se comemora, portanto, abandonei o meu hábito de parabenizá-las com um certo tom de euforia. Mas no último 8 de março me senti obrigado a reconhecer e parabenizar Sarah – uma garota a qual nutro um carinho muito grande – por suas escolhas e decisões que fazem dela cada vez mais uma mulher independente (sob o ponto de vista social/cultural). Escolhas essas que trazem alguns obstáculos, porém necessárias. E a convivência com ela também revelou, naturalmente, alguns resquícios de um Rômulo machista. Sim, não tive dificuldade em confidenciar a ela sobre certos atos que colocam nós, homens, em uma condição social o quanto tanto atrasada, enfim.

A Vida Invisível/2019, de Karim Aïnouz (Madame Satã/2002, Viajo Porque Preciso/2010 entre outros), veio para tocar em um tema bastante delicado, nessa relação homem e mulher totalmente desnivelada. Em um período que parte da sociedade defende a família conservadora, Karim vai contra a maré e nos apresenta por meio de sua obra o quanto a família patriarcal afogou e afoga vários sonhos de mulheres donas de talentos incríveis, e que esses mesmos vão muito além da habilidade de cuidar de um fogão, das roupas do marido entre outros afazeres domésticos. Por favor, não interprete a minha colocação como uma afronta a qualquer tipo de conceito sobre família.

A obra baseada no livro ‘A Vida Invisível de Eurídice Gusmão’ conta a história das duas irmãs, Eurídice (Carol Duarte) e Guida (Julia Stockler). Ambientado em um Brasil dos anos 1950 – período em que se vivia um conservadorismo extremo em relação a condição feminina. Eurídice e Guida são criadas a base da repressão, onde certas emoções e vivências – algo que deveria ser encarado de forma natural – têm que ser vividas secretamente, longe do conhecimento do pai, o Sr. Manuel Gusmão (Antonio Fonseca). As duas são separadas por conta de uma briga familiar. Guida com espírito mais aventureira decide fugir de casa. Já a talentosa e introvertida Eurídice opta por um casamento com Antenor (Gregório Duvivier). Trata-se de uma união sem muitas emoções e que aos poucos vai construindo uma Eurídice já sem vida, até que em um certo momento da trama ela redescobre a sua válvula de escape, ela retorna com o seu gosto pelo piano.

O mais interessante é que Karim coloca as duas personagens, em contextos diferentes, em situações submissas sem ter que precisar apelar para um sensacionalismo barato, o que poderia passar de uma denúncia/retratação para uma mera propaganda superficial em prol do feminismo. E são por meio dos curtos diálogos e passagens de Antenor com Eurídice que o espectador percebe a escrotidão da figura masculina perante a feminina. Ou até mesmo as porradas que Guida toma de uma sociedade totalmente retrógrada. São simples situações que o homem para pra analisar e concluir: putz, eu sou assim. E mesmo Eurídice e Guida tendo consciência da liberdade que merecem – e que essa consciência traz uma certa resistência por parte das duas –, ainda sim existe uma mão masculina como barreira com os seguintes dizeres: fique quieta no seu devido lugar.

O filme, tecnicamente, nos apresenta um tom de filtro mais sujo e retrô (por conta da época, claro), mas que não deixa de figurar o tempo nebuloso que se vivia naquele período, mais por parte das mulheres, e isso foi de grande acerto da produção. Talvez esse seja o motivo por Karim ter escolhido um equipamento de filmagem antigo. A trama tem uma desenvoltura bem mais lenta, algo próximo do que foi apresentado também no belo filme mexicano ‘Roma’ – indicado ao Oscar/2019. E por questões óbvias, um filme lento exige muito mais da nossa atenção, principalmente em alguns detalhes e diálogos.

A Vida Invisível merece uma certa expansividade e reconhecimento não só pelo o seu sucesso e qualidade, mas também pelo fato da necessidade de transmitir uma mensagem para cada um de nós – tanto para a figura masculina quanto feminina. Vivemos tempos em que as taxas de feminicídio estão elevadas. Poucos param para questionar essa onda de violência contra a mulher. E o filme de Karim pode ser uma ótima ferramenta para aguçar o debate público sobre a violência doméstica e tantas outras crueldades impostas ao ser mulher. E, sim, com certeza trata-se de um trabalho que será visto com muito mais delicadeza e sensibilidade pelo olhar clínico de uma mulher. Pois o enredo apresenta uma estória que nossas irmãs, mães e avós vivenciaram e vivenciam até hoje.

O filme terá sua estreia nos cinemas a partir do dia 21 de novembro.


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Coringa 2019: agressivo, indigesto e questionador.




É natural conferirmos filmes de super-heróis que tiveram suas origens nas HQs (existe algum herói que não veio dos quadrinhos?) e criarmos em nosso subconsciente uma desconexão da narrativa do filme com a realidade, onde nos permitimos entrar em um mundo totalmente fantasioso. Ok! Até aqui tudo bem, minha afirmação é totalmente desnecessária. Claro, isso até o momento do ser que vos escreve ter conferido o novo Coringa/2019 – agora interpretado na pele do ator Joaquim Phoenix. O Diretor Todd Phillips idealizou um Coringa muito mais perverso e cruel dentro de um roteiro com fortes dosagens de crítica social e referências a grandes clássicos do cinema (Taxi Driver, The French Connection, Laranja Mecânica entre outros).

O mais novo longa de T. Phillips conta com um time de atores e atrizes primorosos: Joaquim Phoenix (Arthur Fleck, vulgo Coringa), Frances Conroy (Penny Fleckmãe do Coringa), Robert De Niro (Murray Franklin), Brett Cullen (Thomas Wayne), Zazie Beetz (Sophie Dumond), veja o restante do elenco ao final do texto. Na produção temos Bradley Cooper e Emma Tillinger Koskoff. Talvez o currículo de ambos tenha sido o passaporte para esta nova empreitada. Bradley fez sucesso ao atuar em diversas áreas (inclusive como produtor) no recente ‘Nasce Uma Estrela’ e Emma se destacou na produção de ‘O Lobo de Wall Street’.

As duas observações mais óbvias por termos um filme de um personagem da DC Comics totalmente atípico é que: os direitos autorais do Coringa não pertencem a DC (a editora/produtora nunca teria a proeza de montar uma obra com o enredo o qual foi inserido o vilão); e a segunda observação é que temos uma estória inteira dedicada exclusivamente ao personagem, onde em outras películas o mesmo sempre foi coadjuvante, não obteve espaço suficiente para que o seu drama fosse narrado com certos detalhes.

O mais interessante em Coringa é que o espectador consegue criar uma leitura crítica do personagem, e isso permite descolar essa imagem estereotipada que temos dele (das versões passadas - principalmente as mais antigas) e trazemos para uma realidade totalmente caótica que pode ser muito bem associada com os nossos mais diversos problemas que estamos passando: iniciando pelo preconceito que temos por pessoas com problemas mentais e que possuem certos distúrbios, passando por uma cidade totalmente abandonada por seus representantes, até tocar em algumas feridas provocadas por nós mesmos - seres que compõem essa unidade chamada sociedade.

A atuação de J. Phoenix é perturbadora, nós temos a construção de um Coringa o qual passa por vários estágios, do cidadão comum (com os seus problemas de saúde mental) até chegar no psicopata que veio a se transformar. A frieza e crueldade em certas cenas te obriga a censurar o filme para crianças. A sua risada, a qual faz parte de um distúrbio e que ele não consegue controlar, é desconfortante, incomoda. E mesmo com um Coringa peculiar, Phoenix não deixa alguns hábitos, que eternizaram o personagem, morrer, por exemplo: as danças enquanto ele anda e o humor que fizeram do Coringa um vilão sarcástico. E há também uma certa homenagem ao ator Heath Ledger (responsável por protagonizar um dos Coringas mais cruéis e frio), já que Phoenix foi um grande amigo do ator - falecido por conta de uma overdose. 

Será impossível evitar o debate de quem foi o mais perverso Coringa, Joaquim Phoenix ou Ledger (Cavaleiro das Trevas)? Não vou entrar no mérito da discussão. O que posso afirmar e que com Phoenix nós temos um Coringa mais humano e que consegue expressar sentimentos e atitudes que fazem parte da nossa natureza humana: o medo, a vingança, ódio e a crueldade.

No mais vale destacar a ideia de Phillips demonstrar sua paixão por alguns clássicos - uma espécie de tributo -,  trazendo referências desses para o seu filme. Ele remonta uma Gotham influenciada no cenário animalesco de French Connection (1971). É possível também perceber um dedo de inspiração vindo da obra de Stanley Kubrick – Laranja Mecânica (1971) -, as cenas de violência gratuita nos remetem ao um dos mais conceituados trabalhos  de Kubrick. Ou quem sabe um pouco da psicopatia de Travis Biclke (Robert De Niro) em Taxi Driver (1976)? Confira e você mesmo encontrará as influências de Phillips.

Talvez Coringa não seja o melhor filme do ano, caso seja cotado para Oscar-2020, será muito bem assistido para a categoria de melhor ator. Mas com certeza é um filme necessário para o nosso atual momento, e isso pode fazer dele um marco. E por fim vale ressaltar que apesar de retratar uma das figuras mais famosas dos quadrinhos, não é indicado para crianças e pessoas que têm o estômago fraco. Ele é agressivo, indigesto e questionador.

Complementação do elenco:
Douglas Hodge: Alfred
Dante Pereira Oslon: Bruce Wayne
Evan Rosado: Gangboy
Josh Pais: Hoyt Vaughn
Marc Maron: Ted Marco
Bill Camp
Glenn Fleshler
Shea Whigham


domingo, 22 de setembro de 2019

The Keeper 2019 - Bert Trautman: de vilão a herói



Se você é um aficionado pela a Premier League (campeonato inglês – principal competição de futebol da Inglaterra) ou um torcedor do Manchester City, certamente já ouviu falar no nome Bert Trautmann (1923 - 2013). Trautmann foi eternizado como um dos goleiros ídolos do clube da Grande Manchester, no período pós 2ª Guerra Mundial. O que poucos sabem é como ele passou pelo papel de vilão para torna-se herói do time inglês. O longa The Keeper, dirigido pelo diretor alemão Marcus H. Rosenmüller, traz em seu enredo a glória e o drama vivido por um protagonista de um dos clubes mais bem-sucedidos não só da Inglaterra, mas de todo globo terrestre – o poderoso M. City.

O filme, oficialmente lançado no primeiro semestre de 2019, conta com os atores e atrizes principais: David Kross (Bert Trautmann), Freya Mavor (Margaret Friar), John Henshaw (Jack Friar), Derva Kirvlan (Clarice Friar), Dave Johns (Roberts), Harry Melling (Sergeant Smythe).

O ano é 1945 e a Alemanha de Adolf Hitler perdia o total controle da guerra. Na Inglaterra o exército britânico rendia os últimos soldados alemães. Entre os rendidos estava B. Trautmann. O alemão além de combatente tinha como habilidade o futebol, mais precisamente com as mãos, no gol. E foi em um rápido momento de recreação dos soldados que o velho John Henshaw descobriu a salvação para o seu modesto time St. Helens Town se livrar do rebaixamento – Trautmann seria o goleiro ideal para a equipe de John.

Apesar do filme tratar da vida de um esportista, o que o Diretor Marcus aborda não é o esporte e sim o drama e as conquistas do saudoso goleiro do Manchester City. Marcus traz em The Keeper os feitos de sucesso em meio aos momentos conturbados de Trautmann: a começar pelo preconceito e ódio dos ingleses por ele ter sido um soldado nazista alemão; o sucesso no futebol após ser capturado pelos soldados ingleses, passando também pelo o seu drama vivido dentro dos gramados até chegar nos problemas familiares mais graves.

E um desses dramas – o que não é nenhuma novidade e muito menos spoiler – é justamente um fato que marcou a vida do goleiro dentro dos gramados: em uma final da Copa da Inglaterra, Trautmann lesionou o pescoço gravemente em uma disputa perigosa, mesmo assim decidiu continuar na partida, a qual resultou em mais um título para o Manchester. Só que Trautmann só descobriu após três dias que jogava aquele resto de jogo com o pescoço quebrado. Entre vitórias e derrotas (mais vitórias que derrotas), o destino ainda guardava um enorme trauma que o goleiro campeão estaria a viver, talvez aquele que tenha ficado marcado por toda a sua vida – opa! Parando por aqui, mais um pouquinho solto um spoiler.

O fato é que o Rosenmüller conseguiu imprimir em sua obra uma camada de melancolia, porém, sem fazer com que o espectador tenha uma imagem negativa no contexto geral. Muito pelo contrário, temos as glórias, superação e o romance vivido por Trautmann, o que minimiza – exceto o ato final – as derrotas e traumas do goleiro. Vale destacar a boa atuação do ator John Henshaw na pele de Jack Friar (Diretor e dono do St. Helens Town). Apesar do seu papel de coadjuvante ele consegue se destacar até mais que o introvertido David Kross – que faz o papel principal, do goleiro Trautmann. 



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Filme: A Guerra dos Sexos



A Guerra dos Sexos (2017) poderia ser um filme datado, de tema pouco atrativo, claro, se algumas questões sociais – em relação à mulher – estivessem resolvidas, entre elas a desigualdade salarial, por exemplo. Porém, é necessário o cinema voltar ao passado, resgatar um fato histórico para demonstrar para a nossa atual sociedade o quanto ainda estamos atrasados e pensamos de forma retrógrada quando o assunto é direitos iguais entre os sexos. O filme da dupla Valerie Faris e Jonathan Dayton (Pequena Miss Sunshine) é um misto de crítica, reflexão e, quiçá, uma pitada de humor mais voltado para o sarcasmo.

O longa é baseado em uma história real, é sobre a famosa partida de tênis disputada entre o ex-jogador de tênis Bobby Riggers e a tenista Billie Jean King – tal evento foi considerado como um dos jogos mais bem assistidos em toda a história do esporte. Bobby é representado pelo ator Steve Carell e Billie pela a atriz Emma Stone (veja cast completo ao final do texto). A mesma aconteceu ainda nos anos 1970, em um período pós-revolução sexual e do movimento feminista. 

No calor do momento, onde a sociedade ainda respirava os ares da revolução sexual, Billie usa da oportunidade para expressar a sua indignação aos tratamentos que é dado a equipe de tênis feminina, a qual ela faz parte. O ponto chave da disputa entre Billie e suas companheiras e os chefões da liga de tênis norte-americana é quando as condições salariais e prêmios são muito abaixo se comparado ao que é oferecida a equipe masculina. Em forma de protesto a equipe feminina decide não participar da liga e seguir em frente de forma independente.

Em paralelo a tudo isso tem o irreverente e aposentado Bobby Riggers. Bobby foi um jogador importante para o tênis no passado. Só que agora ele vive um drama: crises familiares, financeira e vícios com jogos. Ao assistir de camarote os protestos liderados por Billie, Bobby tem alguns insights e enxerga uma oportunidade para se autopromover e tentar se afastar um pouco da crise financeira que tanto lhe cerca. Bobby desafia Billie para uma partida de tênis, em uma visão publicitária tal partida tem como finalidade conquistar audiência para a modalidade e alguns vinténs para os envolvidos diretamente com a ação - a mesma ganha alta publicidade e rapidamente tem boa repercussão. Só que para Bobby vai um pouco mais além. Claro, ele visa as apostas e verbas investidas, mas, massagear o seu ego vencendo uma das melhores tenistas da época e posteriormente humilhá-la simbolicamente também é um dos seus principais objetivos. 

Talvez boa parte do trunfo do filme esteja voltado para a figura de Bobby. O falastrão ex-jogador é a caricatura do machismo escroto, dono de um alto nível de confiança de superioridade sobre o sexo feminino. E é nesse momento que podemos fazer um comparativo das atitudes dele com algumas figuras de expressão do nosso cotidiano. Sim, se você pensou em Donald Trump, Jair Bolsonaro entre outras, acertou. Como eu havia escrito no começo deste texto, a história de A Guerra dos Sexos poderia ter pouca relevância ou um enredo de baixa inspiração, isso se não houvesse recentes discursos que pertence ao machismo autoritário e que são despejados a todo momento, encarados por muitos com certa naturalidade. 

Ao assistir as atitudes e discursos (datados e ridicularizados) que se passa ao longo do filme, podemos formar uma opinião sincera sobre o verdadeiro papel que Trump e Bolsonaro prestam a sociedade. Não é de hoje que o atual Presidente norte-americano tem diversos casos declarados sobre abuso moral e opiniões em que ele rebaixa a importância da mulher. E quanto ao nosso possível futuro candidato a presidência do Brasil, J. Bolsonaro, não precisa de muitos argumentos, basta acompanhar suas atitudes e linha de pensamento. A mente de Bolsonaro ficou estacionada em 1964. Sem mais, né?

Voltando ao elenco, é impossível não destacar as participações de Steve e Emma. Os dois respeitam lealmente as características de seus personagens. Steve Carrell é um show a parte. Totalmente oposto do frustrado e obcecado Mark de ‘A Grande Aposta’ (2015) e do sério Larry em ‘A Melhor Escolha’ (2017), aqui Steve se divide em um protagonista dramático contrastado com o humor, resultando em uma de suas melhores atuações. 

Emma Stone também não fica para trás. A atriz tem sua fisionomia bastante influenciada na Billie da vida real, o que engrandece o seu personagem. Depois do destaque em La La Land (2016) com o papel da sonhadora Mia, agora ela interpreta uma figura de pegada mais revolucionária e disposta a quebrar barreiras, exatamente como foi a tenista Billie. Em certas cenas a sua atuação impressiona com atitudes bastantes polêmicas, dessas que geram horas de debate entre o público. Não é para menos, pois o momento de Billie é muito complexo e desafiador, tanto no pessoal quanto no profissional.

Valerie e Jonathan construíram um excelente filme com um título bastante clichê, mas, ‘A Guerra dos Sexos’ vai muito além da trivialidade, a sua narrativa traz assuntos que insistem fazer parte do nosso atual momento. No contexto geral ele é divertido, consegue abordar a polêmica de forma sutil e, de certa forma, satiriza aqueles que colocam o papel da mulher em posição submissa.

Elenco principal:
Andrea Riseborough (Marilyn Barnett)
Emma Stone (Billie Jean King)
Steve Carell (Bobby Riggs)
Agnes Olech (Dana)
Austin Stowell (Larry King)
Bill Pullman
Sarah Silverman (Gladys Heldman)
Alan Cumming (Ted Tinling)
Bridey Elliott (Julie Heldman)
Bob Stephenson (Bobby's Publicist)


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Melhores de 2017 - Da música Pop ao Heavy Metal

Emperor Of Sand (Mastodon)                        
From The Fires (Greta Van Fleet)
Is This The Life... (Roger Waters)                  
To The Bone (Steven Wilson)
Psichotic Symphony (Sons Of Apollo)         
Infinite (Deep Purple)
Hot & Humid (SofCapone)                               
Across The Line (Air Raid)
Shade (Living Colour)                                     
Truth IS A Beatirful... (London Grammar










quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

1969: um ano inspirador para o novo filme de Quentin Tarantino



Em um passado não muito distante Quentin Tarantino publicou o interesse em fazer uma continuação do filme Bastardos Inglórios (2009), o qual ele foi diretor. Só que começou a circular em meados de novembro/dezembro a notícia que os planos dele são outros. Tarantino já tem uma história para o seu novo filme, inicialmente sob o título de 1969 – oficialmente previsto para sair em 2019, alguns sites divulgaram rumores que o lançamento seria para o próximo ano, 2018. 

O roteiro estará focado em um ator de TV que ficou muito famoso e agora busca atuar no cinema, e como fonte inspiradora terá os famosos casos de assassinatos de Charles Manson (falecido recentemente). Porém a trama não será focada apenas em Charles e sim nos acontecimentos que se passaram no ano de 1969. O que aconteceu de marcante naquela época? O revolucionário e caótico festival Woodstock, a missão Apolo 11, a estreia do advogado e político Richard Nixon na Casa Branca como Presidente dos EUA. Apesar de nada confirmado oficialmente, estes serão os temas a serem abordados no trabalho.

Sobre datas, elenco e roteiro ainda não há nada divulgado. O diretor norte-americano após dois filmes com temática wests (Django Livre -2015 e Os Oitos – 2012 Odiados) volta à cena com um longa voltado para diferentes acontecimentos em um mesmo período. Confesso que a notícia me pegou um pouco de surpresa, pois, estava no aguardo do novo ‘Bastardos Inglórios’.