domingo, 30 de março de 2014

PIXIES - EP3

   Foto Divulgação


Os norte-americanos da banda Pixies estão prestes a pisar o pé no Brasil, mais precisamente no dia 06 de Abril, no festival Lollapalooza. E, aproveitando a oportunidade, a banda liderada pelo guitarrista e vocalista Black Francis, traz de presente para os fans as novas músicas de seu mais recente EP, intitulado EP3.

EP3 é composto por 4 músicas, as mesmas nos remete diferentes passagens de estilos, explorada pela banda. 'Bagboy' que abre o trabalho pode ser comparada com uma leve pitada do funk americano (praticado nos 1990) e um pequeno pé no hip-hop, sem contar  os excelentes backing-vocal. Já 'Silver Snail' traz uma melancolia acompanhada de violões, e algumas passagens de voz que às vezes beira a psicodelia. 'Ring The Bells' é mais "feliz", nos remete aquele clima típico de bandas americanas.

Impossível não ouvir as músicas de EP3 e não palpitar de maneira rápida que é a banda Pixies. Francis e Cia conseguem explorar bem o lado criativo e com isso podemos ouvir músicas com passagens de diferentes climas. Quem for mais esperto, vai esperar sair no Brasil o álbum 'Indie Cindy' que será lançado pela gravadora carioca LAB 344, no dia 28 de Abril. 'Indie Cindy' será a junção de todos os Ep´s em um único álbum - EP3 é a parte final de uma série de ep´s lançado pela banda desde o final de 2013. Para quem vai acompanhar de perto os americanos do Pixies (Festival Lollapalooza), terá boas surpresas, pois eles estão afiados!


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Avenged Sevenfold confirma data em Brasília!


Foto: Divulgação


Depois da breve passagem no Brasil, no festival Rock In Rio, a banda norte-americana Avenged Sevenfold retorna para uma tour sul-americana no mês de Março. Batizada de Hail To The King Tour, a mesma tem cinco datas confirmadas para o Brasil - incluindo a Capital Federal. O show em Brasília está confirmado para o dia 16 de Março, ainda sem local e preços de ingressos definidos. As demais cidades brasileiras já tem local definido, faltando apenas divulgar os valores de ingressos.

O Avenged Sevenfold que continua com a promoção de seu mais recente álbum de estúdio, intitulado Hail To The King, fez uma rápida apresentação no Brasil, na última edição do Rock In Rio. "M. Shadows"(vocal) e Cia confirmam a volta para realizar shows mais completos, com a inclusão de mais músicas do novo trabalho. Além das datas brasileiras (você pode conferir logo abaixo), os americanos confirmaram shows em mais dois países: Chile (07 de Março) e Argentina (09 de Março).

São Paulo - 12 de Março
Rio de Janeiro - 14 de Março
Brasília - 16 de Março
Curitiba - 19 de Março
Porto Alegre - 21 de Março

Fonte: avengedsevenfold.com 



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

CATÁLAGO: 7 Psicopatas e 1 Shih Tzu



Poucas horas antes do ano de 2013 acabar eu teria que assistir alguns filmes, e foi o que eu fiz. Com indicação dos amigos Junior Padilha e Heitor Maffon - ambos companheiros de cerveja e aficionados por filmes - peguei aquele que seria um dos filmes mais maluco e inteligente de 2012/2013: '7 Psicopatas e 1 Shih Tzu'. A sensação que tive é que foi o melhor longa que assisti em 2013, apesar de não ter sido um ano de muitos.

7 Psicopatas e 1 Shih Tzu é inglês, do diretor Martin Mcdonagh, e traz como ator principal Collin Farrel, claro, traz também um roteiro fantástico e maluco. Martin foi muito feliz com a escolha de seu elenco - do contrário a repercussão poderia se outra. Woody Harrelson, Christopher Walken, Sam Rockwell, Michael Pitt, Michael Stuhlbarg são os grandes destaques do elenco, principalmente da atuação de Sam Rockwell. Sam faz o papel do imprevisível e cômico Billy, na minha opinião o mesmo se saiu em uma atuação até mais brilhante que do pacífico Marty (Collin Farrel). Marty é roteirista de filmes, e tem um novo título para o seu longa que se chama "7 Psicopatas", mas, Marty tem apenas o título, o roteiro ganha vida e força com a ajuda de seus amigos Hans (Christopher Walken) e Billy.

A ideia de '7 Psicopatas e 1 Shih Tzu' é uma comédia, um longa que além da comédia traz ideias absurdas e talvez previsível, mas é um previsível muito bem intencionado. O roteiro às vezes é "juvenil", mas de qual roteiro estamos falando? Do diretor Martin Mcdonagh ou do três comparsas (Marty, Billy e Hans)? Olha que maluco. Eu poderia concluir que é um roteiro bem sacado.

É inegável que Martin deixa claras influências de Quentin Tarantino e Guy Ritchie pela rápida captação de imagens e textos malucos. Andei lendo alguns escritos dizendo que o longa é uma mera caricatura de 'Pulp Fiction' - o que eu achei um absurdo. 7 Psicopatas é esperto e pouco complexo, é inteligente e divertido. É uma comédia que traz risos e questionamentos, e prende a sua atenção do começo ao fim.



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Evil Rock: Um saudoso tributo ao simples Heavy Metal!





Confesso que fiquei muito surpreso ao escutar o projeto/banda Evil Rock, encabeçado por Fábio Marreco (Guitarra). O mesmo foge dos padrões, quebra o ritual de que todas as bandas (Heavy Metal) de Brasília tem uma peculiaridade em comum. Mas tudo isso não é uma visão negativa, muito pelo contrário. O Evil Rock é hard, thrash, death, tudo muito bem dosado, se transformando em apenas no simples e honesto Heavy Metal, sem "firulas", sem vozes chatas e cheia de agudos, sem virtuosismo.

Logo de cara o ouvinte escuta 'Oblivion', uma faixa que nos remete uma pegada de Hard e Thrash Metal, é como se fosse o Chuck Billy (Testament) cantando em um tom mais baixo  e para o lado do Hard Rock - eu particularmente questionei de quem era a voz (claro, sem ler a ficha técnica), e fiquei mais surpreso ao saber que era do Rafael Cury, para quem conhece os trabalhos dele, sabe que Rafael vem de uma praia mais setentista. Outra que entrou para minhas prediletas é 'Heatera Sin', nela consta a voz forte de Hoanna Aragão (ex-Misty Moutain), podemos notar na mesma um hard/metal preciso e direto. Confesso que sou mais fan da voz de Hoanna quando ela canta de forma mais alta e forte, e quando ela passa a cantar em tom mais meloso e baixo, soa como uma voz comum, algo que é percebido no começo de 'Wounds Of Palatine Hill'. 

No mais devemos destacar o vocal gutural de Pablo Lionço, a voz que veio para deixar o projeto com uma cara mais pesada e agressiva, lembrando as passagens Death Metal das fases dos álbuns 'Demonic' e 'The Gathering' do Testament, o ouvinte percebe na música 'Breed Of Sulphur'. Não poderia deixar de citar 'Unfolding Pandora' - minha predileta de todo álbum. Ela é construída em uma base heavy metal com uma pegada clássica do metal norte-americano dos anos 1980 e começo dos anos 1990. A cozinha do Evil Rock é completada por Zanny Galvão (baixo) e Fabrício Cinelli (bateria), e da ilustre participação de Steve Grimmett (ex-Grim Reaper) na faixa 'A Sign To Speak'. Um fator comum que fez o destaque e que muitas bandas brasileiras pecam: é a boa pronuncia do idioma Ingles, Hoanna e Rafael dominam bem as letras cantadas na língua que deu origem ao estilo pesado da música roqueira - o heavy metal.

O Evil Rock é um registro fundamental para a cena rock/metal de Brasília, e com certeza vai dar muito o que falar. Falta pouco para o ano acabar, e geralmente obedeço um critério para eleger meus álbuns favoritos do ano, que é encaixar na lista um trabalho da capital federal. Ok, a dúvida se foi, preciso dizer algo mais....




domingo, 1 de dezembro de 2013

Do Hard Rock do Kiss ao Power Metal do Helloween!

Por Walasse Araujo

Kiss - Monster

Vou começar a fazer uma coisa que adoro nas horas vagas, as quais são poucas. Escrever resenha de discos e lançamentos. Comecei com o Sacrifice do Saxon e o segundo será o Monster do KISS. 

Cara, não sou conhecedor profundo do KISS e pra ser sincero, estou começando ouvir agora. Mas isto não me impede de tecer as minhas impressões sobre esta autarquia do Rock and Roll chamada KISS. Bom, nunca me interessei pela banda até a viagem que fizemos para SP com a finalidade de assistirmos ao show do Roger Waters. O que tem a ver? Explico: Na ocasião, eu, nene de Adisio, Padim Zezim, Michel, Paulo True, Silvaneto e as respectivas mulheres, fomos assistir a um cover do KISS no bar Blackmore. Bom, o show não foi bom, mas ai está o segredo da coisa, como pode uma banda que nem o KISS donde nove entre dez roqueiros e headbangers adoram o KISS e será que eu sou um desses que não gostam?

 Então, vamos resolver isto. Fui garimpar a história e começar a escutar as suas obras com mais cuidado e atenção. Comecei de trás pra frente, com este disco do final do ano passado, e simplesmente não consigo mais parar de escutá-lo. Não tem nenhuma inovação e porque teria que ter? É simplesmente Rock N' Roll na cepção da palavra, ou seria na cepção da guitarra. Esta ai uma grande pedida para quem não conhece como eu e para quem já é fã a muito tempo.
                                                                                                                                   

Metal Church - Generation Nothing

Confesso que estava indeciso de qual disco escutaria primeiro desde os lançamentos do mês de outubro para cá; Salientando que não foram poucos: Motorhead, Metal Church, Running Wild, só para citar alguns. Comecei pelo Aftershock do Motorhead, o qual já fiz a sua resenha aqui mesmo neste canal de comunicação. Em seguida, não poderia deixar de debruçar-me sobre a igreja do metal. Generation Nothing volta depois de cinco anos de mais um término desta excelente banda.

 Pra quem não conhece bem, o Metal Church sem dúvidas nenhuma é uma das melhores bandas de metal de todos os tempos, colocando dois álbums clássicos na década de 1980: O primeiro álbum de 1984 (Metal Church) e o segundo: The Dark. Pena que a banda não conseguiu manter sua formação original que continha David Wayne nos vocais e Kurdt na guitarra. Depois de três excelentes álbums na primeira década do século corrente, a igreja do metal nos presenteia com certeza com um de seus melhores discos. 

Generation Nothing, abre com a rápida e simples Bulletproof; Uma pancada na orelha. Em seguida aparece Dead City, uma das melhores faixas do play; Grande riff. A próxima é a faixa título, na qual escutamos todos os elementos do estilo que o Metal Church ajudou a popularizar na década 80; Uma avalache de riffs, variados, fortes e com uma bateria incrível. Ah, e aqui é preciso render homenagem a este grande batera: Jeff Plate. È o mesmo desde o início da década e é aquele cara que tocava no Savatage, lembram? Destaque também para as linhas vocálicas de Ronnie Munroe; Grande vocalista que diminuiu a forçação de barra na busca de agudos muito altos que em alguns casos estavam presentes em faixas dos álbuns anteriores. Engraçado, que em algumas passagens de tons a voz dele lembra um pouquinho a de Bruce do Iron. A quarta música é sem dúvida nenhuma o auge: Noises in the Wall é avassaladora, linda, descomunal, verdadeira e longa. Engraçado, escuto tanto as pessoas falarem mal de faixas grandes; No fundo, eu acho as faixas longas um grande risco; Apenas isso. Nem ruins e nem boas, apenas arriscadas. Tem que saber fazer faixas longas, porque se não elas se tornam enfadonhas, burocráticas, repetitivas demais e podem até se perderem um pouco; Mas aqui não é o caso, que faixa tesuuuuuddddddaaaa.

Este discão prossegue com Jump in the Gun (sensacional), Suiciety (ótima), Scream (Pancada) e a maravilhosa Hits Keep Comin.

A bolacha continua intensa e arrepiante com as duas últimas faixas: Close to the Bone e The Media Horse. O Metal Church é uma grande banda, a qual possui um talento acima da média: Kurdt Vanderhoof, que guitarrista... e ainda por cima possui um colega excelente como o Rick Van Zant. 

Esperando com ansiedade esta tour; Que ela possa passar por terras tupiniquins e que se Deus quiser eu estarei lá; Até porque eu nunca vi o Metal Church. Sem falar também na ansiedade de um dvd/bluray desta turnê que sem dúvidas será das boas. Afinal, a igreja merece. 
                                                                            

Helloween - Straight Out Of Hell

Enfim, demorou mas terminei as audições de Straight out of hell do Helloween. Digo que demorou porque não é um disco que estatela da primeira escutada. E no final das contas estes álbuns requer mais de sua atenção. Mas calma, não tirem suas conclusões precipitadas. 

O disco começa muito bem com Nebatea que conta a estória de uma civilização muito antiga, onde se dá a ela a importância na história como uma das primeiras civilizações democráticas. O metal aqui corre solto com a música apresentando alternâncias de ritmo. Depois vem a que talvez seja a melhor do play: World of War. Pancada no juízo com aquele velho e bom power metal. Live Now, cai um pouco a adrenalina, mas não é uma faixa ruim, só que poderia está nas últimas. O começo é promissor, mas o refrão...!!!. Seguindo o play chega Farm from the Stars. Música boa. Mas é só. A próxima é Burning Sun, aqui sim a madeira deita novamente, com uma bela performance de Dani Loeble. Ele tem a mão pesada. 

Temos agora Waiting for the Thunder. Nesta faixa, temos aquelas com cara de single! A canção gira quase toda em cima dos teclados. Música legal, mas poderia ser melhor. Agora vem aquela baladinha. Porque coloquei no diminutivo? Porque ela o é: Hold Me in Your Arms. Muito melaaaaddaaa. Mas ainda dá pra engolir. Wanna Be God é a próxima, a qual não deveria estar no disco. Além de ser uma música que não tem nada a ver com a proposta da banda e nem do disco, ela parece um peixe fora d'água. Na faixa título, o Helloween volta a ser quem ele realmente é. Música forte, pesada, ligeira e cativante, um petardo. Asshole vem novamente para pisar no freio e nos dá um balde de água fria. As outras três músicas que vem em seguida e para terminar este extenso album são: Years" ,"Make Fire Catch the Fly" e "Church Breaks Down. São músicas parecidas e boas, com pegada e riffs ligeiros, deveriam estar no início do disco. Lembra quando falei em disco extenso? Pois bem, é justamente ai que Michael Kotak e sua trupe erra. Poderiam ter feito um graannnndeeee disco mas pecaram por encher linguiça demais. 

Este disco me lembra muito Fear of the Dark do Iron Maiden. Porque? Porque é um bom disco mas é longo. Existem faixas que não deveriam ter. Caso o play do Iron Maiden não existisse músicas como The apparition, Weekend Warrior, Chains of misery e Fear is the Key, seria talvez um dos melhores discos da donzela. A sensação que fica aqui neste play do Helloween é a mesma. Um bom disco que não merece um vinil mas que merece um cd; mas peca por ter faixas totalmente dispensáveis. Um forte abraço a todos.
                                                                                                                                    

Legenda:
Vinil: Muito bom a ótimo
Cd: Bom 
Baixar da internet: Regular a Bonzim.
Nem baixar: Ruim

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Motorhead - Aftershock

Por Walasse Araujo

Estou com preguiça de confirmar se este é o 21º álbum do Motorhead. Mas sendo ou não meus amigos, Lemmy e cia não deixa a peteca cair quase nunca. Uma lapada atrás da outra, e o nome desta banda não poderia ser outro: Cabeça de motor, porque o motor nunca dá pane. 

Lemmy está doente: Com um desfibrilador colocado no seu coração e foi obrigado a deixar de beber e fumar. Mas que Deus o proteja, e lhe dê muitos anos de vida porque o rock and roll precisa dele. O play abra com dois petardos: Heartbreaker e Coup de Grace, para em seguida nos trazer que para mim será uma das melhores canções do motor. Trata-se de uma quase balada blues, que depois da sua metade transforma-se num classic rock vigoroso. Linda faixa (Lost Woman Blues). O shock continua a dilacerar nossos ouvidos com as maravilhosas: End Of Time, Do You Believe? e a sensacional Death Machine ( que música). 

Dust and Glass, esta sim uma baladona lindíssima. Um riffinho lindo de seis cordas elétricas e uma levadona flertando a todo momento com o blue. O solo de guitarra é LINDO! Depois vem Going to Mexico (lembram de Going to Brazil?), a mesma pegada; E que pegada. Silence When You Speak To Me lembra Man in the Box do Alice. Ótimo riff. Crying Shame, Queen Of The Damned, Knife, Keep Your Powder Dry e Paralyzed terminam o disco, mas não estão para encher linguiça não, são mais e mais petardos de rock and roll. O motor ainda está vivo, verdadeiro, influente, poderoso, simples, direto, lindo e muito rock/metal roll. Viva a Lemmy, Dee e Campbell. 


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

The Wild Feathers

É da cidade de Nashville/EUA que vem a minha mais nova descoberta, uma excelente banda que mistura rock, country, folk e blues. Quem são eles? Estou falando dos novatos do 'The Wild Feathers' que lançou no primeiro semestre o debut álbum, auto-intitulado. Além de todos rótulos que eu acabei de citar, eles colocam tudo em uma roupagem mais "pop".

Logo de cara o ouvinte escuta a nervosa 'Backwoods Company', ela traz uma pegada forte de música country - a mesma ainda traz algumas bases de guitarras "fritadas", misturado ao som de gaita, e sem contar o encaixe perfeito da harmonia de vozes, algo que tornou-se bem presente em todo álbum. 'American' também é muito interessante, nela podemos escutar um belo dueto de vozes e excelentes backing vocals. Outras faixas destaques: 'Tall Boots', 'I'm Alive' e 'Got It Wrong'.

O super-grupo The Wild Feathers veio para ficar, a proposta de misturar música nativa com o rock/blues e um tempero de modernismo deu mais que certo - até mesmo a gravadora Warner Bros abraçou a causa dos caras e lançaram eles mundialmente. Não perca tempo, coloca o som do The Wild Feathers em seu playlist - obrigatório! Já entrou para minha lista dos melhores de 2013!