quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Catálago: Whiplash - Em Busca da Perfeição





'Whiplash - Em Busca da Perfeição', filme vencedor dos principais prêmios do festival Sundance/2014, traz agonia, persistência, excentrismo e superação. O diretor Damien Chazelle (O último exorcismo - pt II e Truque de Mestre) conseguiu expressar em sua obra - como poucos fizeram - a superação do ser humano de forma fria e seca, sem melancolia e os clichês da vida que estamos acostumados a ver.

O longa é focado na rotina do jovem baterista Andrew (Miles Teller) e seu professor Terence Fletcher (JK Simmons), ambos são apaixonados por Jazz e perfeccionismo. Andrew tem a fixação em se tornar o melhor baterista de Jazz do país, para isso o mesmo usa dos métodos mais severos para alcançar o seu objetivo, sem contar que Terence é um professor excêntrico que não aceita o mínimo de erro partindo dos seus alunos.

A prática de ensino de Terence talvez possa ser encarada de forma abusiva e constrangedora, mas aí é que o diretor Chazelle tirou algumas cartas da manga - Chazelle coloca o seu ponto de vista de forma imparcial, tudo para que você tenha a imaginação mais aberta. Ao terminar o filme você sai com o livre conceito sobre as formas aplicadas de ensino do professor Terence - o julgamento é livre. Você tanto pode adotar o método de ensino e persistência como lição de vida ou classifica-lo de abusivo e fora dos padrões para a nossa atual sociedade.

Vale destacar a brilhante performance de JK Simmons, o papel do professor Terence caiu como uma luva. Jk exibe de forma sutil toda a arrogância de um professor louco e determinado, tudo em nome da perfeição. Já Miles Teller ganha destaque por ser o frustrado e determinado Andrew - agora o jovem ator tem a chance de afastar a fama de que é apenas um galã de Hollywood.




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Catálago: her



O diretor americano Spike Jonze (Scenes From The Suburbs/2011 e I'm here/2010) conhecido por dirigir clipes musicais, soltou no mercado cinematográfico, no final de 2013 e início de 2014 o longa 'her' -  com atuação principal do ator Joaquin Phoenix e das atrizes Amy Adams e Rooney Mara. 

A trama é focada na vida do solitário escritor Theodore (Joaquin Phonix). O mesmo é aficionado por tecnologias e suas evoluções, em sua última aquisição (compra de um Sistema Operacional) ele descobre que a sua vida pode mudar, pois consegue ter um diálago bem realista com o sistema, no qual é correspondido por uma voz feminina, batizado com o nome de Samantha - diga-se de passagem que a dublagem é feita pela voz da bela atriz Scarlett Jonhason (O Grande Truque e Os Vingadores). Theodore consegue manter uma relação íntima com Samantha (SOS) e assume para todos sobre o seu novo relacionamento.

Fica uma incógnita no filme: O que realmente o diretor Spike quis deixar explÍcito com o seu trabalho - A evolução tecnológica? Uma simples comédia-romântica? Enfim, deixo para você, leitor, tirar sua própria conclusão. 

O que mais me chamou atenção em 'her' foi a forma com que nós seres humanos vem se relacionando de forma integral com o mundo virtual, a nossa escolha por priorizar a inteligência artificial. Em alguns momentos do filme, Theodore mostra sua fragilidade em se relacionar com uma pessoa carnal - mesmo após ter sido casado por muitos anos. A verdade é que a cada dia a tecnologia vem tomando espaço em nossas vidas, pois até em nossas rotinas: pessoal e profissional. Ela exige que tenhamos conhecimento, domínio e  convivência sobre a evolução artificial que nos rodeia. 

Mas até que ponto nos deixamos encantar pela "beleza" e praticidade do mundo virtual? Como é possível algo que ao mesmo tempo em que é fascinante também nos traz de forma camuflada a solidão... 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

CURTA: Andria Busic (Dr. Sin)



Um filme: STAR WARS (TODOS)

Uma trilha sonora: GONNA FLY NOW DE ROCKY, UM LUTADOR

O filme que você empresta e faça questão que não devolva: ANACONDA (TODOS)

Água com açúcar que já assistiu mais de uma vez: ET (1982)

Cinema nacional: TROPA DE ELITE 1 E 2

O mais nostálgico: GOING MY WAY (O BOM PASTOR, 1944 COM BING CROSBY)

Um filme relacionado ao rock: ROCKSTAR

Uma comédia: THE NUTTY PROFESSOR (JERRY LEWIS, 1963)

Lição de vida: NOSSO LAR





sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Destaques 2014



AC DC - Rock Or Bust
Beth Hart & Joe Bonamassa - Live In Amsterdan (DVD)
Blackberry Smoke - Holding All The Roses
Cavalera Conspircy - Pandemonium
Interpol - El Pintor
Jack Bruce - Silver Rails
Korzus - Legion
Mastodon - Once More Round The Sun
Rival Sons - Great Walstern Valkyrie
Unisonic - Ligth Of Dawn
Walter Trout - The Blues Came Callin'

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Banda do Mar



 O casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães ataca novamente, porém, a troca de parceria em seus discos solos ficou para escanteio. Marcelo e Mallu, junto ao baterista português Fred Ferreira, apostam em um novo projeto: Banda do Mar. A nova banda luso-brasileira formada no primeiro semestre de 2014, traz em seu primeiro trabalho lembranças de suas bandas e ex-bandas, romantismo e pitadas da surf-music.

O álbum auto-intitulado é ultra romântico em suas letras, a melodia traz um pouco dos Los Hermanos - ok, inevitável, já que estamos falando de Marcelo Camelo. O mesmo aproveita a ocasião e deixa nítido suas influências de Surf Muisc, o estilo clássico da música de praia pode ser percebido no single de estreia, 'Mais Ninguém', ela carrega aquele 'feeling' da atual música brasileira - estilo praticado pelo "super-grupo" Tribalista. Confesso que não sou ouvinte dos trabalhos solo de Mallu Magalhães, mas, aqui ela se sai bem. Posso destacar além da citada 'Mais Ninguém', 'Muitos Chocolates' e 'Mia', são faixas que ela tem uma desenvoltura e variação vocal.

Ao ouvir os primeiros acordes de 'Faz Tempo' eu daria um dedo por afirmar que a faixa seria um tributo para 'Sweet Lord' do eterno Beatle George Harrison - não é necessário ser bom de ouvido para perceber tal comparação.

A voz cativante de Mallu Magalhães, pequenas dosagem de Surf Music com música brasileira, são elementos que conquistam. As letras têm como foco o romantismo exagerado, não se trata de um conceito, porém, os escritos te levam a uma viagem de único tema, é como se fosse o desenrolar de um relacionamento entre duas pessoas. A Banda do Mar veio para suprir um pouco a ausência dos Los Hermanos, claro, não podemos deixar de citar novos elementos e a influência de Mallu e Fred. Vale a pena colocar o disco para tocar depois de um dia de estresse.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Rival Sons - Great Wastern Valkyrie






A banda Norte-Americana Rival Sons faz parte do revival do rock setentista - estilo que vem assolando o cenário. O grupo liderado pelo frontman Jay Buchanan é uma exceção. O que comprova a minha colocação? Só tenho um nome: 'Great Western Valkyrie'- título da obra lançada no primeiro semestre de 2014. Se eu tinha alguma resistência em escutar os trabalhos da banda, não tenho mais, G.W.V quebrou a barreira que existia entre eu e a banda. O álbum é recheado de tudo que foi feito de bom nos anos 1970: Blues, Psicodelia, Peso, Hard Rock e o Groove são os principais elementos encontrados na cozinha dos N.Americanos da cidade de Long Beach, Califórnia.

A voz de Jay Buchanan é forte e autêntica, e o leitor pode comprovar na faixa de abertura, 'Eletric Man', a mesma traz um groove e peso. Eu poderia citar o Led Zeppelin como referência? Talvez, mas isso não dá o direito de julgar o quarteto americano, muito pelo contrário. 'Secret' é pesada e ousada, tudo que o Blue Cheer tinha construído no auge de sua carreira (1969/1975).  Outra grande destaque é a faixa single, 'Open My Eyes', nela percebemos quanto o vocalista Jay B. chama a responsabilidade para si próprio, é impressionante a performance dele. 

Ao escutar a balada 'Destination On Course' eu posso afirmar que nunca tinha escutado uma canção tão impactante nos últimos dez anos. É como se eu estivesse em uma máquina do tempo e voltasse exatamente na época em que 'Since I've been loving you' - Zeppelin e 'Mistraeted' - D. Purple foram compostas. Preciso dizer algo mais?

O Rival Sons tem sua base nos anos 1970, porém, não podemos deixar de notar um pé lá nos anos 1990. Quem pensa que o quarteto, completado por Scott Holliday (guitarra), Mike Miley (Bateria) e David Beste (baixo), é uma mera cópia dos "dinossauros" do rock, está totalmente enganado. Eles conseguiram simplesmente fazer rock, nada mais, coisa que muitos tentam e não alcança a dosagem certa de se fazer boa música.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

U2 - Songs Of Innocence




'Songs Of Innocence' do U2 até tenta te enganar, mas a verdade é que o mesmo não passa de um trabalho tão chato quanto os últimos álbuns do Coldplay. Essas são as palavras que eu escolho para abrir a resenha de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. O quarteto irlandês que é acostumado a concentrar milhares de fans em seus shows, lança uma obra tão medíocre que por um momento eu achei que estava escutando alguma coisa recente do Coldplay.


O disco abre com 'The Miracle (of Joey Ramone), uma singela homenagem ao saudoso Joye R. e sua banda Ramones. Ok, nada de novo, talvez a mesma retrata um pouco do saudosismo dos quatros jovens da cidade de Dublin, nos anos 1970. 'Every Breaking Wave' também é só mais uma, longe de ser aquele U2 de grandes canções. Como eu citei o Coldplay, exatamente aqui o ouvinte percebe algo em comum com o grupo britânico, principalmente nas linhas de teclado. Ok, você pode defender que o Coldplay é cria do U2, tudo bem, mas não precisava tal exagero.

Sinceramente, não há nada que me cative em 'Songs Of Innocence. Para o ouvinte que não se preocupa com a boa qualidade e criatividade, o disco vai soar legal. Mas acredito que para muitos, principalmente os fans mais antigos, não passará de um álbum comum. Antes eles tivesse tentado inovar, como fizeram em "Zooropa" em 1993 (disco na época julgado, e hoje aclamado por muitos, inclusive grandes críticos). Mas eu não tenho esperança alguma que o lançamento do U2 venha repetir a história de "Zooropa".